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Lendas e Tradições

O concelho de São Vicente é rico em lendas e tradições, histórias que atravessam o tempo, envolvidas em misticismo como é próprio destes contos.
Por sua vez as tradições mantêm-se vivas e resistem ao desenvolvimento, por vezes com maior dificuldade, por outras com a facilidade natural de algo que está enraizado na cultura das nossas gentes.

 

TRADIÇÕES

Espírito Santo

As visitas pascais, mais conhecidas como, a visita do Espirito Santo, tem o seu início no primeiro domingo após a Páscoa, e ocorrem nas paróquias do nosso Concelho.
Trata-se de uma tradição que evoca os valores da família bem como a fé católica, reunindo familiares e amigos num convívio animado.
A acompanhar o pároco na visita vão o festeiro, que leva consigo a salva, duas pessoas com as bandeiras representativas do Espírito Santo, as saloias, meninas que entoam canções a anunciar a chegada do Espiro Santo e ainda os tocadores, que acompanham as saloias nas melodias cantadas.

 

Serrada da Velha

No 20º dia da Quaresma tem lugar esta tradição secular e que atualmente apenas acontece no sítio da Primeira Lombada.
Tudo toma lugar com o entardecer, antigamente como não havia luz elétrica, as pessoas levavam candeeiros a petróleo de modo a iluminar o caminho e de seguida começa o chamamento de chocalhos e búzios.
Uma velha e um velho, ambos mascarados, encabeçam um cortejo que é seguido por pessoas de várias idades, munidos de instrumentos improvisados com o intuito de fazer barulho, desde o bidão tocado com um pau até ao sino. O que interessa é causar ruído.
Numa cerimónia repleta de simbolismo coincide com a mudança do inverno para a primavera, neste ritual de passagem o barulho serve para afastar tudo o que é velho, dando lugar ao renascer do novo ano agrário.
Esta crítica social é vivida num ambiente rodeado de misticismo, envolvendo-nos em algo que não pertence aos nossos dias, transportando-nos a um longínquo passado, uma ancestral tradição das nossas gentes.

 

A Gangorra e Pife

Típica da época natalícia ocorre sempre na primeira oitava, 26 de dezembro, em que se juntam muitas pessoas, no sítio da Primeira Lombada, para fazer um panelo, jogos tradicionais, tocar o pife e andar de gangorra.
A gangorra é uma “espécie de baloiço formado por dois paus em que um – o moirão – fica assente no chão, enterrado a certa profundidade para que se mantenha firme e o outro, uma espécie de trave curvada, geralmente de pau-de-louro e de grande envergadura é colocado suspenso sobre o moirão. Em cada extremidade da trave superior senta-se um jogador que irá alternadamente impulsionar a gangorra ora acima e abaixo ora ainda rodando em torno do moirão vencendo o jogador que demonstrar mais destreza.” (CAMACHO, 1996:20)
O pife é um pequeno instrumento de sopro, originalmente feito a partir de cana vieira que está muito ligado à tradição das missas do parto, em que este era tocado para chamar os paroquianos sempre que se aproximava a hora da missa.

Gangorra 1
Gangorra 2
Gangorra 3

 

Missas do parto

Esta é uma das principais tradições natalícias da nossa região. Consistem em nove missas que anunciam o nascimento de Jesus até à novena que antecede o dia de Natal.
São entoados cânticos próprios desta época e após a celebração eucarística é realizado um convívio no adro da igreja, onde são partilhadas as tradicionais iguarias de natal, ao som dos também característicos cantares natalícios.

Procissões e tapetes florais

As procissões são um cortejo de fiéis, que acontece aquando das principais festas religiosas.
O caminho por onde passa a procissão é adornado por tapetes de flores. Estas são plantadas exclusivamente para esse propósito, como acontece no sítio da 1ª Lombada, onde são plantadas milhares de dálias para adornar os tapetes florais da freguesia.
Um costume de muitos anos que acima de tudo é um acto de fé, que atraí muitos curiosos propositadamente para admirar estas obras autênticas.

Tapete 1
Tapete 2
Tapete 3

 

Tradição de Santa Isabel

No primeiro fim-de-semana de julho, na freguesia de Ponta Delgada, as pessoas reúnem-se para prestar homenagem à santa dos pobres, a Rainha Santa Isabel.
Os festejos iniciam-se na sexta-feira com um concurso de fontenários, que ocorre em cada sítio da freguesia, sendo assim uma manifestação de agradecimento pelos feitos solidários da Santa Isabel. 
 Os fontenários são enfeitados com flores, adornos antigos e cestos com produtos hortícolas que servem de base para o panelo que se realiza no domingo.
Realiza-se, no sábado, um desfile de marchas e procede-se à eleição da rainha do sítio vencedor.
Esta é uma tradição, em forma de tributo, que estava a cair em desuso e foi reavivada pela Casa do Povo de Ponta Delgada aquando da Rainha Santa Isabel ser designada como padroeira dessa mesma Casa do Povo.

 

LENDAS


Lenda de São Vicente


A história local conta que no principio da colonização do que é hoje concelho de S. Vicente, quando não havia nem lei, nem ordem, os primeiros colonos construíram um pequeno povoado, que visto do mar ninguém poderia supor que ali existia gente, ficando estes a salvo das violentas incursões dos bárbaros.
Segundo reza a lenda, numa noite de inverno, um galeão naufragou nos mares do norte da Ilha e, no dia seguinte, uma imagem de S. Vicente foi vista a boiar e para surpresa dos populares que ali se juntaram, vinha pousado em cima da imagem, um corvo, que quando a estatueta deu á costa, voou e desapareceu para nunca mais ser visto.
Os populares levaram a imagem para uma pequena capela que existia na vila. onde passaram a venerá-la, desta forma, originou-se o topónimo S. Vicente.
Ainda segundo a mesma lenda, a imagem desaparecia por várias vezes do altar, indo aparecer na rocha junto ao mar onde mais tarde foi edificada a atual capela, a chamada capelinha de São Vicente.
Diz-se que Vicente era um diácono que pregava em Valência e acabou por ser preso sendo sujeito a vários tipos de tortura.
Após padecer as provações acabou por sucumbir e foi arrastado para um lugar pantanoso para servir de pasto aos animais. Acabou por ser enviado para alto mar para que os devotos perdessem a devoção.

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